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30/08/2010 15:10:28

Marconi cobra pressa na investigação de falso dossiê


O senador Marconi Perillo (PSDB) cobrou ontem que as autoridades brasileiras esclareçam o mais rápido possível o dossiê que teria sido armado contra ele e desmontado por autoridades da Suíça, segundo reportagem publicada na edição desta semana da revista Veja.

"O que espero é que os órgãos judiciais desse País, Ministério Público, a Polícia Federal, descubram quem está por trás, quem são os autores intelectuais dessa tramoia que tinha como objetivo de me prejudicar", disse. A revista aponta o deputado federal Sandro Mabel (PR) e auxiliares do Palácio do Planalto como os articuladores do dossiê. Marconi disse não duvidar da participação de Mabel no episódio. "Olha, não duvido, não. Ele (Mabel) é capaz de qualquer coisa", afirmou o tucano em entrevista coletiva ontem. "Mas tenho a impressão que isso deve ter acontecido em função da denúncia que fiz muitos anos atrás (em 2005) sobre o mensalão. Ele era um dos principais envolvidos no mensalão", justificou o senador. O tucano disse que também teve informações de que o dossiê teria circulado entre pessoas ligadas ao governo Alcides Rodrigues (PP). "Na época (que vazou a existência da suposta armação, em abril deste ano) me disseram que esse dossiê teria passado aí pelos escaninhos do governo do Estado. Eu não tenho provas e espero que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal descubram toda a trama", disse. O objetivo de adversários de Marconi seria de mostrar que o tucano manteria contas secretas em paraísos fiscais, utilizando uma empresa chamada Aztec Group - que seria administrada pelo próprio senador - para enviar dinheiro para o exterior. A reportagem da Veja diz que o suposto dossiê foi desqualificado pelas autoridades suíças. Consultado pelo Ministério da Justiça sobre o caso, o promotor suíço Daniel Tewlin afirma que uma das principais contas listadas no dossiê não existe. Junto do despacho, o promotor anexou comunicado do banco UBS - instituição onde supostamente a Aztec teria cerca de R$ 440 milhões aplicados - afirmando que o documento apresentado como prova da relação comercial entre o UBS e a Aztec Group era uma falsificação. O promotor Fernando Krebs, da promotoria do Patrimônio Público, recebeu do Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), órgão ligado ao Ministério da Justiça, o resultado das investigações e decidiu arquivar o inquérito. Em abril, Marconi revelou ter recebido em casa envelope anônimo com documentos forjados de supostas movimentações bancárias, passaporte falso e procuração que apontaria o tucano como dono da Aztec. Marconi denunciou o esquema na tribuna do Senado e procurou na época o MPF e o Ministério da Justiça pedindo uma investigação. Mabel nega integrar esquema Citado pelo senador Marconi Perillo (PSDB) como uma das pessoas que poderiam estar por trás do falso dossiê, o deputado federal Sandro Mabel (PR) negou ontem ter qualquer participação na suposta armação. "Marconi me elegeu como inimigo político e aí sobrou para mim nessa história", disse Mabel. A revista Veja diz que o republicano teria levado os documentos ao ministro Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, para que ele solicitasse uma investigação no Ministério da Justiça. Mabel, segundo a Veja, também teria se reunido com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para conversar sobre o dossiê, e repassado os documentos para o promotor Fernando Krebs. O deputado confirma que já teve encontros com Carvalho e Barreto, mas diz que nunca tratou do assunto. "Nunca tinha ouvido falar disso, mas precisavam de jogar a culpa no colo de alguém e foi cair justo no meu", diz Mabel, afirmando que após as eleições pretende processar quem o acusou de ter parte no esquema.


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"O Estado de Goiás, por meio da SEMARH, editou uma resolução criando a Inspeção Veicular Ambiental. De acordo com o secretário Leonardo Vilela, o projeto deve estar em operação no início do próximo ano. Parabéns Leonardo Vilela e Jaqueline Vieira."



Atenciosamente,
Jean Lima
05/09/2011
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